Sala Elétrica Imersiva (VR)
A bomba de drenagem parou. Na sala em VR, quem treina acha a gaveta, lê o ladder do CLP e o relé, avisa a elétrica antes de mexer e decide se pode religar, longe de um painel energizado e quantas vezes for preciso.
- Papel
- Condutor do projeto, com engenheiros mais experientes no roteiro
- Período
- set/2026 – atual
- Situação
- em andamento
- 3D e realidade virtual
- Unity 6
- C#
- OpenXR
- XR Interaction Toolkit
- URP
- Meta Quest 3
- dotnet test
- Claude Code
- Codex
Compreensão simples
O problema
Uma sala elétrica é área de risco, com os painéis ligados. Para entrar, a pessoa precisa da NR-10, um curso de 40 horas, além das autorizações. Por isso estagiários e técnicos novos mal chegam perto do painel.
Mas é ali, entre painéis iguais e lado a lado, que se aprende a ler o painel e o desenho ao mesmo tempo; um manual não ensina isso. E ensinar no local custa tempo: alguém experiente precisa ir até a sala e acompanhar cada pessoa, perto de equipamento energizado.
O que faz
- Entrega o chamado
Com óculos de realidade virtual, a pessoa entra num corredor entre duas fileiras de painéis. Na porta, uma prancheta traz o problema do dia: "a bomba de drenagem parou".
- Aponta a gaveta certa
Entre painéis iguais, uma luz âmbar mostra qual gaveta do painel está com defeito.
- Acende o que funciona
O desenho na parede acende em verde cada parte que está funcionando; a primeira que não acende mostra onde está o defeito. A tela da gaveta escreve qual é a falha.
- Deixa errar sem risco
Antes de mexer, a pessoa avisa a equipe da elétrica pelo telefone da sala. Se rearmar uma gaveta que desligou por fuga à terra, quando a corrente escapa por onde não devia, esse é o erro, e nada acontece de verdade: ela pega o chamado de novo e recomeça.
Na tela

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O que muda
A pessoa chega ao painel real sabendo o que procurar: onde olhar, como ler o desenho e por que não rearmar uma gaveta que desligou por fuga à terra.
A realidade virtual não substitui a NR-10: ela aproxima a pessoa da sala antes, e sem risco. Com isso, quem ensina pode gastar menos tempo no local, e quem aprende pode encurtar a curva, porque já treinou o mesmo chamado quantas vezes precisou.
E o mesmo jeito pode servir a estagiários, técnicos novos e a quem não é da área, em outros lugares de risco onde hoje só se aprende indo até lá.
Compreensão técnica
Problema, otimização e resultado
- Problema
- Para entrar numa sala elétrica, a pessoa precisa da NR-10 (40 horas de curso) e das autorizações; é área de risco, com equipamento energizado. Estagiários e técnicos novos quase não chegam ao painel, e ligar o que o relé mostra ao que o CLP executa só se aprende ali, olhando o painel e o diagrama ao mesmo tempo, com alguém experiente ao lado.
- Otimização
- Uma sala em VR no Meta Quest 3 (Unity 6, OpenXR, mãos rastreadas): um corredor entre duas fileiras de CCM, quatro chamados, o ladder do CLP em modo online e o visor do relé inteligente da gaveta. O intertravamento da gaveta é C# puro, fora da Unity, e entra inteiro no dotnet test. Cada chamado recomeça do mesmo estado inicial, sem recarregar a cena; na fuga à terra, a conduta é não religar e avisar a elétrica, e rearmar é o erro.
- Resultado
- Em 15/10/2026, 1081 testes de domínio aprovados e 62 testes de ponta a ponta no Unity (61 de 62 na primeira rodada, 9 de 9 na repetição do intermitente); o teste de mutação pegou 28 defeitos plantados no lote do ladder e 14 no das manoplas. No Quest 3, em 02/10/2026, 14 de 18 amostras ficaram em 72 FPS, com o pior ponto em 276 draws, abaixo do teto de 450.
Evidências
1081 testes de domínio, que rodam sem abrir a Unity
dotnet test em 15/10/2026, com 2 ignorados: a lógica da gaveta, do relé e do ladder é C# puro. No mesmo dia, 62 testes de ponta a ponta no Unity (PlayMode), com 61 de 62 na primeira rodada e 9 de 9 na repetição do intermitente.
Medido.
72 FPS em 14 de 18 amostras no Quest 3
Medição de 02/10/2026, numa versão anterior à atual, sem ninguém no óculos: 9 paradas pela sala, duas voltas, telemetria por adb. As outras 4 amostras tiveram picos isolados de 28 a 83 ms, que são o próximo ajuste.
Medido.
Teste de mutação em cada lote
Defeitos plantados no código, um por vez, para conferir que algum teste falha: 28 pegos no lote do ladder e 14 no das manoplas, em outubro de 2026.
Medido.
O que a sala não é
- Não é treinamento normativo: o foco é a automação, ler o painel, o relé e o ladder.
- Não simula arco elétrico nem ensina procedimento de segurança elétrica; o vídeo cita o arco como risco de qualquer sala elétrica.
- Não é réplica de uma instalação: é inspirada em salas reais.
Na tela

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Como funciona
Do chamado à decisão, a sala segue a cadeia de comando de um motor: a lâmpada, o programa, o relé e, por fim, quem pode religar.
- Chamado
A prancheta na porta traz o chamado; cada um recomeça sempre do mesmo estado inicial.
4 chamados - Gaveta
A lâmpada âmbar aponta a gaveta em falha no meio da fileira.
- Ladder
O quadro na parede é a tela do CLP em modo online; a primeira instrução sem verde mostra o elo que não fecha.
CLP - Relé
O visor do relé inteligente mostra a corrente, o código e a frase da falha, como o manual escreve.
IHM do relé - Aviso
Antes de mexer, quem treina avisa a elétrica pelo ramal e diz o que identificou.
Ramal - Decisão
Só religa quando é seguro. Na fuga à terra, a conduta é não religar, e rearmar é o erro.
Sem cronômetro e sem nota: a sala registra a ordem dos atos, para o instrutor conversar depois. A lógica da gaveta vive fora da Unity, em C# puro, e entra inteira no dotnet test; o óculos fica só com o que o óculos sabe julgar.
Das causas de bloqueio da gaveta, quase todas se resolvem rearmando; a fuga à terra não. A sala existe para que esse reflexo seja corrigido onde errar não tem risco.
Decisões
Em vez de: Regras espalhadas pelos componentes da cena.
Custo aceito: Duas camadas para manter juntas, e o óculos ainda pede testes de ponta a ponta no Unity.
Em vez de: Confiar no editor do computador de desenvolvimento, que só tem GPU integrada.
Custo aceito: Corridas de 15 minutos no Quest por adb, e um resultado que ainda reprova por picos isolados.
Em vez de: Um treino normativo de segurança elétrica.
Custo aceito: A sala não simula arco elétrico nem ensina procedimento de segurança; isso fica para outro tipo de treino.
Em vez de: Copiar uma sala existente.
Custo aceito: As proporções são estimadas, não medidas; a faixa do piso é amarela de propósito, pela demarcação.
Em vez de: Pontuar quem treina.
Custo aceito: O resultado depende da conversa com o instrutor; a sala não diz sozinha se a pessoa aprendeu.
Em vez de: Um clique instantâneo.
Custo aceito: Cada gesto demora mais, de propósito; a espera visível transforma o gesto em decisão.
Como foi construído
- set/2026A segunda porta
A sala nasce como uma segunda porta no app de VR, com o painel e a lógica de intertravamento da gaveta.
- set/2026A intenção didática
Com engenheiros mais experientes no roteiro, o eixo fica claro: do diagrama ao programa, sem cronômetro e sem nota.
- set/2026O corredor
Referências de salas reais dão aparência e proporção, e a sala vira um corredor entre duas fileiras de painéis.
- out/2026O ramal e os quatro chamados
O aviso à elétrica entra no fluxo, os chamados viram quatro, e a sala é medida no Quest 3.
- out/2026O ladder e as manoplas
O quadro vira a tela do CLP, a partida passa ao menu do relé, e as manoplas são refeitas a partir de fotos.
Conduzo o projeto, com engenheiros mais experientes que auxiliam no roteiro. O código foi escrito com Claude Code e Codex, em lotes com especificação e critérios de aceite que eu defino e valido.
Limites
- Escopo: a automação do painel de motores, ler o ladder, o relé e a cadeia de comando, em quatro chamados, no Meta Quest 3. Não é treino normativo nem simula arco elétrico.
- Próximo passo: sessões com estagiários e técnicos, medindo o tempo até o diagnóstico e os erros de conduta, e uma nova medição da versão atual no óculos.
Hoje e a seguir
Hoje
Um protótipo em desenvolvimento, que roda no Meta Quest 3, com os quatro chamados da sala de automação. Esta página mostra o que a sala permite fazer.
A seguir
- Testar com quem vai usar, e medir o que muda no diagnóstico.
- Medir de novo no óculos a versão atual e achar a origem dos picos de quadro.
- Aumentar os textos que ainda ficam pequenos no óculos.
- Levar a mesma ideia a outros equipamentos de risco.
As imagens são quadros do comercial do projeto. A primeira vem da gravação do Quest 3 de 28/09/2026, de uma versão anterior, com a faixa do piso recolorida de amarelo na edição, como no projeto atual; as outras são cenas renderizadas no editor da Unity, com câmera roteirizada, e os textos sobre elas são animação gráfica.