Endereços de I/O:Acesso rápido às Remotas
Quem está em campo precisa saber onde um sinal está ligado: em que remota, em que cartão, em que bit. O app reúne os endereços de várias usinas, e a sala de controle, longe dali, responde em minutos.
- Papel
- Autor, no estágio em engenharia de controle e automação
- Período
- 2025 – fev/2026
- Situação
- concluído
- Automação industrial
- Power Apps
Compreensão simples
O problema
Numa usina, cada sinal de um equipamento, como um sensor ou uma chave, chega por um fio a um armário no campo. Quando um sinal some da tela, ou antes de mexer num equipamento, quem está lá precisa saber exatamente onde esse fio está ligado: em que armário, em que módulo e em que ponto.
Essa pessoa pergunta à sala de controle, que fica longe dali. E a sala tinha de abrir um sistema depois do outro, cada usina anotando o endereço de um jeito, entre paradas e outras prioridades. A resposta levava em média uns 24 minutos, com quem perguntou parado em campo, muitas vezes perto de um painel aberto ou de equipamentos em movimento.
O que faz
- Junta tudo num lugar só
Os endereços de várias usinas, que estavam espalhados em vários sistemas, viram uma base só, no mesmo formato.
- Acha pelo código do sinal
A sala escolhe o grupo de usinas e digita o código do sinal; a lista filtra a cada letra, no celular ou no computador.
- Mostra o endereço por partes
Em vez de um código cifrado, o app mostra o endereço em campos com nome, até o armário, o módulo e o ponto exato do fio.
- Imprime o módulo inteiro
Um botão abre a lista de todos os pontos do módulo, cada um com o seu sinal, pronta para imprimir.
O que muda
- Antes
- 24 min
- Depois
- 3 min
Quem está em campo recebe a resposta em minutos e passa menos tempo parado em área de risco, esperando.
A sala de controle e o analista de automação ganham de volta o tempo que gastavam procurando endereços. A própria sala conferiu os endereços do app, e o projeto foi registrado no programa de melhoria contínua (Kaizen).
E o mesmo jeito pode servir a outras consultas que hoje dependem de alguém procurar em vários sistemas, como a peça de reposição de um equipamento ou o diagrama de um painel.
Compreensão técnica
Problema, otimização e resultado
- Problema
- Os endereços de I/O de várias usinas ficavam espalhados em vários sistemas (a tela do processo, o programa do controlador, a busca, a árvore do hardware), cada um com o seu formato, e no programa o endereço aparece cifrado, como IX2.5.4.6. Quando o campo pedia à sala de controle a remota, o cartão e o bit de um sinal, a sala partia do código e abria um sistema depois do outro, entre paradas e outras prioridades: a espera média ficava perto de 24 minutos.
- Otimização
- Os endereços de I/O de cada sistema, em várias usinas, foram exportados e passados para um formato só, separado em campos: CPU, mestre Profibus, nó Profibus, remota, cartão, bit, descrição e sinal. Essa base alimenta um app em Power Apps, no celular e no computador: escolhe-se o grupo de usinas, a base dele carrega (milhares de linhas), a busca pelo código filtra a cada letra, e o app mostra o endereço com o bit em destaque e o relatório do cartão inteiro, pronto para imprimir.
- Resultado
- Pelos registros de chamados da sala de controle, que guardam o tempo de cada pedido do campo até a resposta, a espera média caiu de cerca de 24 para 3 minutos, oito vezes menos. No primeiro período de uso, a sala conferiu os endereços do app, e eles estavam corretos. O projeto foi validado e registrado como Kaizen.
Evidências
Espera média de 24 para 3 minutos
Pelos registros de chamados da sala de controle, que guardam o tempo de cada pedido do campo até a resposta, antes do app e no período em que a sala passou a usá-lo.
Medido.
Endereços conferidos
No primeiro período de uso, a própria sala de controle conferiu os endereços do app, e eles estavam corretos.
Medido.
Registrado como Kaizen
Validado e registrado no programa de melhoria contínua.
Medido.
O que é um endereço de I/O
Cada sinal da usina tem um código, como SN1047, e uma descrição, como “chave de desalinhamento”. O fio desse sinal vai até um armário no campo, a remota, que tem nome próprio (RM203, por exemplo). A remota se liga ao controlador por uma rede de campo, o Profibus: no controlador fica o mestre da rede, e na remota, um nó dela. Dentro da remota ficam os cartões, módulos que recebem ou mandam sinais, cada um numa posição. Cada cartão tem vários pontos de ligação, e a equipe chama cada um de bit (“bit 6”).
No programa do controlador, o lugar do sinal aparece escrito de forma curta e cifrada, como IX2.5.4.6. O I quer dizer entrada e o X, sinal de liga e desliga; cada número é um nível, de cima para baixo, como numa árvore. O app mostra o mesmo lugar separado em campos com nome:
| Campo | Exemplo (inventado) | O que é |
|---|---|---|
| CPU | 07 | o controlador que roda a lógica |
| Mestre Profibus | 2 | o módulo do controlador que comanda a rede de campo |
| Nó Profibus | 5 | a placa de comunicação da remota, o endereço dela nessa rede |
| Remota | RM203 | o nome do armário no campo |
| Cartão | 4 | em que posição da remota está o cartão |
| Bit | 6 | o ponto do cartão em que o fio entra |
| Descrição | Chave de desalinhamento | o que é o sinal |
| Sinal | SN1047 | o código pelo qual se busca |
Com esses campos, quem está em campo vai direto à remota RM203, acha o cartão 4 e mede no bit 6.
O problema
Quem está em campo, operador ou técnico de manutenção, precisa desse endereço: quando um sinal não aparece na tela da sala e é preciso seguir o fio até o cartão, ou para conferir um sinal antes de mexer num equipamento. A pergunta vai para a sala de controle, por mensagem ou por telefone, porque a sala fica longe da operação.
Do outro lado, a resposta estava espalhada. A sala partia do código e abria um sistema depois do outro até achar o endereço: a tela do processo, o programa, a busca, a árvore do hardware. Cada sistema, em cada usina, escrevia o endereço de um jeito, e a sala também atende paradas e outras prioridades. A espera média ficava perto de 24 minutos, com quem perguntou parado em campo, muitas vezes junto de um painel ou de equipamentos em movimento.
Como funciona
Baixei os endereços de I/O de cada sistema, em várias usinas, e passei todos para um formato só. Essa base alimenta um app em Power Apps, que abre no celular e no computador. Na tela inicial, escolhe-se o grupo de usinas, e a base daquele grupo carrega, com milhares de linhas. Na busca, digita-se o código do sinal, a lista filtra a cada letra, e toca-se no item. O app mostra o endereço já separado em campos, com o bit em destaque, e um botão abre o relatório do cartão inteiro, com todos os bits, cada um com o seu sinal e a sua descrição, pronto para imprimir.
A resposta que volta para o campo é curta: “remota RM203, cartão 4, bit 6”. A busca que passava por vários sistemas virou uma consulta só.
O resultado
Com o app, a sala de controle passou a responder em minutos: pelos registros de chamados da própria sala, a espera média caiu de cerca de 24 para 3 minutos. No primeiro período de uso, a sala conferiu os endereços do app, e eles estavam corretos. O projeto foi validado e registrado como Kaizen.
Esse tempo ganho se desdobra em dois ganhos:
- Menos tempo em área de risco. Quem pergunta está em campo, muitas vezes junto de um painel aberto ou de equipamentos em movimento. Quanto mais rápido a resposta chega, menos tempo essa pessoa fica parada ali, esperando.
- Mais tempo de engenharia. Cada consulta que deixa de levar dezenas de minutos devolve ao analista de automação o tempo que ele gastava procurando endereços.
O próximo passo
Levar a mesma consulta a quem está em campo. Com o app no celular dos operadores e das equipes de manutenção, o endereço sai na hora, sem passar pela sala, e a sala fica livre para o que só ela resolve.
No mesmo período
No mesmo estágio, fiz também apps de aviso de paradas e de registro de eventos, com SharePoint e Power Automate, e painéis no Power BI.
Como funciona
Da pergunta do campo ao endereço, numa consulta só.
- Pergunta
Quem está em campo manda uma mensagem ou liga para a sala de controle, longe dali, com o código do sinal.
- Usinas
No app, a sala escolhe o grupo de usinas, e a base daquele grupo carrega, com milhares de linhas.
Power Apps - Código
Digita-se o código do sinal, a lista filtra a cada letra e toca-se no item.
- Endereço
O app mostra o endereço separado em campos, da CPU até o bit, com a descrição do sinal.
- Resposta
A sala responde a quem perguntou com o nome da remota, o cartão e o bit.
3 min em média
Limites
- O app cobre as usinas e os sistemas cujos endereços foram passados para a base; cada usina nova entra pelo mesmo formato.
- O próximo passo é levar a mesma consulta aos operadores e às equipes de campo, no celular, para acharem o endereço na hora, sem passar pela sala.
Hoje e a seguir
Hoje
Feito no estágio e registrado como Kaizen. O próximo passo é levar a mesma consulta aos operadores e às equipes de campo, para acharem o endereço direto no celular, sem precisar perguntar.
As imagens são ilustrações. A capa e o armário de remota são a cena 3D deste portfólio; no vídeo, as telas do app são uma maquete que segue o fluxo dele, com usinas, códigos e endereços inventados.