Anticolisão por GNSS/RTK para máquinas de pátio
Respondo pelo software e pelos testes em campo de um sistema de anticolisão por GNSS/RTK para máquinas de pátio de granéis, em equipe. A regra é testar antes de instalar: simulador de sinais GNSS, ambiente virtual que replica os computadores de campo e testes de aceite e de falha, como perda de sinal e reconexão.
- Papel
- Assistente de automação, em equipe
- Período
- 2026 – atual
- Situação
- em andamento
- Automação industrial
- GNSS/RTK
- NMEA
- Modbus TCP
- PROFIBUS DP
- Linux
- .NET
- simulação
Compreensão simples
O problema
Num pátio de granéis, máquinas enormes andam sobre trilhos e giram lanças longas, perto umas das outras. Uma colisão entre elas, ou com as pilhas de material, quebra equipamento, para a operação e põe gente em risco.
Para evitar isso, o sistema de anticolisão precisa saber o tempo todo onde cada máquina e cada lança estão. Mas a posição ao longo do trilho errava mais quanto mais a máquina andava para um lado do pátio. E cada teste para achar o erro pedia máquina parada, equipe no pátio e sinal de precisão, às vezes um dia inteiro.
O que faz
- Lê o satélite com precisão
Duas antenas em cada máquina recebem o sinal de satélite com a correção de uma base fixa, que chega a centímetros.
- Calcula onde a máquina está
Um programa dentro da máquina transforma esse sinal na posição, no rumo e no ponto ao longo do trilho, e entrega tudo ao sistema de controle da planta.
- Testa no computador antes do pátio
Um pátio em 3D e uma cópia do computador da máquina deixam testar cada versão nova sem parar nenhuma máquina.
- Volta sozinho quando o sinal cai
Se o receptor cai, o programa se reconecta sozinho, em vez de ficar parado até alguém ir lá reiniciar.
O que muda
- Antes
- 10,8 m
- Depois
- 1,9 m
A posição que o sistema de anticolisão usa ficou mais de cinco vezes mais precisa, e 9 defeitos da versão original foram corrigidos e validados antes de chegar ao campo.
Cada versão nova passa a ser testada no computador, quantas vezes for preciso, e a ida ao pátio vira a confirmação, não o primeiro teste.
E o mesmo jeito pode servir a qualquer equipamento de grande porte que dependa de posição por satélite: menos máquina parada para teste e mais confiança no que vai para o campo.
Compreensão técnica
Problema, otimização e resultado
- Problema
- O software de posicionamento de cada máquina de pátio, empilhadeiras e recuperadoras sobre trilhos, lê um receptor GNSS de antena dupla com correção RTK e publica a posição para o sistema de controle da planta, que faz a anticolisão. A posição ao longo do trilho piorava num dos lados do pátio: a régua de referência era uma reta calibrada por dois pontos a uns 92 m um do outro e esticada por mais de 1 km, e saía 1,87% longa e 0,35° torta. Validar cada correção exigia máquina liberada, equipe em campo e RTK.
- Otimização
- O software instalado foi reconstruído e cada versão passou a ser validada no PC, em três camadas: uma bancada que reimplementa o cálculo e confere contra o executável real; um simulador 3D do pátio, mapeado por imagem de satélite, que injeta NMEA nas antenas e lê o Modbus; e uma réplica do computador da máquina numa VM Linux. Cada máquina lê GGA e HDT por TCP das duas antenas, no eixo e na lança, e publica 16 registradores por Modbus TCP; o software é .NET em Linux. A régua passou a ser uma por trilho, com três parâmetros por máquina.
- Resultado
- Erro na régua de 10,8 para 1,9 m e reconexão em 14 de 14 quedas, com o método nas evidências. Sem ir ao campo: 628 de 628 escritas iguais ao modelo na réplica Linux, 12 rodadas sem falha no simulador ao vivo, 143 execuções sem queda, 2 h de resistência com 24 falhas injetadas e 1.008 testes de unidade na última versão. O kit de instalação caiu de 437 MB para 43 MB. A calibração 3D ficou pronta no dia do pedido, e o simulador ao vivo, em cerca de 2,5 h. Medido entre setembro e outubro de 2026.
Evidências
Erro de posição no trilho de 10,8 para 1,9 m
Erro RMS fora da amostra, na máquina com o maior erro, com a régua nova por trilho; abaixo de 2 m em todas. No programa real, 10.174 de 10.180 escritas iguais ao modelo. Setembro e outubro de 2026.
Medido.
Reconexão em 14 de 14 quedas do receptor
A versão instalada não voltou em nenhuma de 8 quedas, e a posição ficava parada até alguém reiniciar o serviço; a corrigida voltou em todas as 14, de 0,3 a 14 s.
Medido.
9 defeitos da versão original corrigidos antes do campo
Cada correção validada em bancada, no simulador 3D do pátio e na réplica Linux do computador da máquina, antes da instalação.
Medido.
A linha de versões
- A: a versão instalada no começo do trabalho.
- B: correções de cálculo: o rumo travado em 327,67°, o deslocamento lateral da antena da lança e a lança desabilitada que derrubava o programa.
- C: reconexão automática quando o receptor cai.
- C2: só aceita posição com RTK fixo e confere o checksum da GGA.
- C3 e C4: a qualidade da GGA publicada e a antena dupla na lança, opcional. Feitas num dia de campo, com técnico.
- C5: o status com os bits de RTK fixo e da antena dupla, conferida depois na réplica Linux.
Os defeitos vieram da análise do código, dos testes e do campo; a bancada, o simulador e a réplica validaram cada correção antes da instalação.
Limites
- A referência do simulador é o pátio modelado: ele valida o cálculo e a comunicação, e a acurácia em campo se confirma na instalação.
- O próximo passo é fechar os trechos da régua que ainda são provisórios, com novas leituras de campo.